Série do projeto Alimento no Semiárido destaca alimentos, plantas e potências da Caatinga, bioma 100% brasileiro ainda marcado por estigmas de escassez
A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é tema da série “Caatinga Alimenta”, iniciativa que busca valorizar suas riquezas naturais, culturais e alimentares, desconstruindo visões que associam o território à seca e à ausência de vida.
Ainda é comum a ideia de que a Caatinga é um ambiente árido e sem diversidade. No entanto, o bioma reúne espécies adaptadas, capazes de armazenar água, além de frutos e plantas que garantem a segurança alimentar de comunidades no Semiárido.
Com publicações mensais no Instagram da Avuar Social (@avuarsocial), a campanha nasce em 2026 com o objetivo de evidenciar esses aspectos pouco visibilizados, destacando frutas e plantas que sustentam modos de vida no território.
A série tem início com a catingueira, espécie simbólica da Caatinga conhecida por sua resistência e múltiplos usos, e seguirá ao longo dos meses apresentando outras plantas e alimentos do bioma, como pitombeira, caju e diversas espécies que fazem parte da cultura alimentar e dos saberes tradicionais do Semiárido.
A proposta da série, segundo Sabrina Meneses, assistente do projeto, é convidar o público a conhecer, valorizar e defender o bioma a partir de suas próprias riquezas.
“A série demonstra ao longo de 10 meses que a Caatinga não é seca, é um sistema vivo, dinâmico e multifuncional de produção, cuidado e regeneração da vida, onde os SAFs [Sistemas Agroflorestais] implantados pelo projeto se consolidam como instrumentos concretos de adaptação climática, promoção da soberania alimentar, fortalecimento dos modos de vida tradicionais e das estratégias de convivência com o Semiárido”, conta.
Sobre a campanha Caatinga Alimenta
A campanha Caatinga Alimenta é realizada pela Avuar Social, por meio do projeto Alimento no Semiárido: resiliência agroecológica no Sertão Cearense. A iniciativa conta com parceria da Escola Família Agrícola Dom Fragoso e financiamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMC/FNMA 1/2023), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.



