Roda de conversa discute juventude e agrofloresta no Semiárido durante Feira da Agricultura Familiar

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Os jovens participantes do projeto Alimento no Semiárido conduziram a roda de conversa contando sobre suas experiências com os Sistemas Agroflorestais 

“A Feira como Território de Saberes: Juventudes e Agrofloresta em diálogo no Semiárido” foi o tema da roda de conversa realizada no IFCE, Campus Crateús nesta sexta, 19.

A ação faz parte da programação da XXI Feira Regional da Agricultura Familiar e Economia Popular Solidária, e também integra as ações do projeto Alimento no Semiárido, realizado pela OSC Avuar Social, em parceria com a EFA Dom Fragoso. O financiamento é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Os jovens participantes do projeto e das organizações realizadoras conduziram a roda de conversa contando sobre suas experiências com os Sistemas Agroflorestais implementados durante a iniciativa.  

Sabrina Meneses, assistente do projeto, conta que a roda de conversa tem o intuito de multiplicar: “multiplicar saber, multiplicar essa experiência, entendendo que a juventude é protagonista, participando desse processo, como aquelas sementes que vão se espalhando pelas comunidades. Então, o intuito mesmo é a troca, e a troca na feira, considerando que ela está para além de um espaço de comercialização. É um espaço de experiência, de construção coletiva do conhecimento e da junção dos diversos saberes.”

Cleivânia Tabajara, 25 anos, é uma jovem indígena participante do projeto Alimento no Semiárido. Ela também contou para o grupo sua experiência no SAF construído na comunidade Santa Luzia, onde mora. A jovem tinha acabado de voltar de São Paulo com o irmão quando surgiu a possibilidade de participar da iniciativa.

Diante do desafio, a jovem decidiu aceitar a oportunidade e seguir em frente. “Ele (o projeto) gerou vários desafios. Como vamos começar um SAF do zero? Como vamos ensinar as outras pessoas? Será que a comunidade vai conseguir desenvolver?”, contou Cleivânia na roda de conversa.

Gabriel Bastos, 21 anos, é integrante do projeto e egresso da EFA. Ele destaca mudanças de comportamento que aconteceram durante a implementação dos SAFs.  “Assim como eu tive uma nova visão de como permanecer no meu território, outros jovens também podem. Tudo começa das raízes, eles vão se sentir pertencentes naquele lugar. O nosso território dá o que a gente precisa, a melhoria ta ali debaixo do nosso chão”, destaca.

Sobre mudanças de comportamento, Cleivânia conta ainda que virou espelho para a família: “Me vejo um espelho pra minha família. Quando começamos na EFA eles (família) começaram a ter vontade de aprender e produzir de outra maneira”. 

Participaram da roda de conversa estudantes do curso de Geografia do IFCE – Crateús. O professor Claudemir Martins, professor e coordenador do curso, explica sobre a importância de ter momentos de troca como este a roda de conversa proporcionou. “É muito importante a gente fazer chegar essas experiências, como as que foram apresentadas hoje aqui, para esses estudantes, onde, em sua maioria, vive na cidade. É muito importante eles compreenderem a convivência com o Semiárido a partir desse caso dos Sistemas Agroflorestais. Então, ajuda muito e contribui muito na formação deles”, destaca Claudemir.

O projeto Alimento no Semiárido continua até o final de 2026, com formações, intercâmbios e assessoria técnica para os jovens e suas famílias. 

Acesse aqui um vídeo sobre esta experiência



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